Área de imprensa

Informações sobre autores, lançamentos e catálogo:

editora@fgv.br Telefone: (21) 3799-4426 (27, 28,29)

Releases / Lançamentos

  • 1922: o passado no presente - permanências e transformações
    1922: o passado no presente - permanências e transformações

    FGV Editora publica obra sobre o ano de 1922 e a sucessão de eventos que mudaram o panorama político e cultural brasileiro

     

    A proposta do livro 1922: o passado no presente - permanências e transformações, coordenado pela professora Marieta de Moraes Ferreira e publicado pela FGV Editora em coedição com a UFRJ e Faperj, é rever como questões cruciais para o país de 1922, após 100 anos, ainda estão ecoando na agenda, no presente.

     

    Neste ano de 2022 comemora-se o Bicentenário da Independência do Brasil e ao mesmo tempo comemoram-se também vários eventos-chave que marcaram significativamente a história do país.

    A Semana de Arte Moderna, a criação do Partido Comunista do Brasil, o movimento tenentista, a criação do Centro Dom Vital, a comemoração do Centenário da Independência e a sucessão presidencial de 1922 foram indicadores importantes dos novos ventos que sopravam, colocando em questão os padrões culturais e políticos da Primeira República.

    Nos anos 1920, a sociedade brasileira viveu um período de grande efervescência e profundas transformações. Mergulhado numa crise cujos sintomas se manifestaram nos mais variados planos, o país experimentou uma fase de transição cujas rupturas mais drásticas se concretizariam a partir do movimento de 1930.

    Revisitar os vários eventos e as manifestações de diferentes setores da sociedade brasileira que tiveram lugar em 1922 e nos anos seguintes, estimulados pelo Centenário da Independência, é um caminho instigante para perceber que elementos da memória e da identidade brasileira foram selecionados, exaltados e esquecidos e como agora no Bicentenário estão voltando à tona.

    Alguns pontos de convergência entre essas duas conjunturas podem ser destacados, uma sucessão presidencial marcada por uma crise política e forte polarização, o temor das notícias falsas, a busca de sustentação militar, os efeitos das pandemias e as lutas permanentes pela saúde, educação e combate às desigualdades.

    O livro reúne 10 trabalhos de 12 autores destinados a revisitar esses grandes temas que marcaram 1922 e de forma mais geral a década de 1920, bem como seus pontos em comum e diferenças com o período atual no Brasil.

     

     

    1922: o passado no presente - permanências e transformações

    FGV Editora – UFRJ - Faperj

    Coordenação: Marieta de Moraes Ferreira

    Textos: Marieta de Moraes Ferreira, Marly Motta, Lucia Lippi Oliveira, Helena Bomeny, Simone Petraglia Kropf e Dominichi Miranda de Sá, Antonio Augusto Passos Videira, Gilberto Hochman, Hildete Pereira de Melo e Débora Thomé, Flávio dos Santos Gomes, Denise da Silva de Oliveira.

    R$49,00

    244 páginas

  • Império em disputa: coroa, oligarquia e povo na formação do Estado brasileiro (1823-1870)
    Império em disputa: coroa, oligarquia e povo na formação do Estado brasileiro (1823-1870)

    FGV Editora lança obra que apresenta uma nova síntese historiográfica

    sobre o Império do Brasil

    Este segundo volume da coleção ‘Uma outra história do Brasil’ aborda

     período pós independência

     

    O livro Império em disputa: coroa, oligarquia e povo na formação do Estado brasileiro (1823-1870), escrito pelos historiadores Thiago Krause e Rodrigo Goyena Soares e publicado pela FGV Editora, tem início com a fundação do Império do Brasil e apresenta uma nova síntese historiográfica sobre este período, voltada tanto aos especialistas como ao público leitor mais amplo.

    A obra está ordenada cronologicamente e dividida em duas partes, sendo a primeira sobre o período de 1823 a 1848, que analisa o processo de estruturação política do Império e as múltiplas contestações sofridas até sua consolidação, em simbiose com o café.

    Trata-se de um período de intensos conflitos, em que constrangimentos materiais, tendências ideológicas, pressões internacionais, divisões regionais e mobilizações subalternas empurraram o país em direções diferentes, até um projeto vitorioso.

    Dentre os três primeiros capítulos, o livro investiga como a intensa politização dos anos da independência transbordou para o Primeiro Reinado, apontando que as temáticas sensíveis nos anos anteriores continuaram a suscitar debates e embates, como a relação entre a Corte e as províncias, o futuro da escravidão, a inserção geopolítica do Brasil e o poder pessoal do monarca.

    Na sequência, abrange as atuações das oligarquias regionais, pobres urbanos, ‘livres de cor’, camponeses, indígenas, escravizados, em busca de objetivos imediatos, pontuais, abstratos ou concretos, bem como as discussões sobre a proibição do tráfico de africanos, da escravidão indígena e da aprovação de maior autonomia provincial.

    Discussões vencidas com a ação oligárquica em defesa da ordem social e a demanda por trabalhadores escravizados no Vale do Paraíba cafeeiro, que esmagou os movimentos contestatórios entre 1837 e 1849 e consolidou o Estado brasileiro e a garantia da unidade territorial, vem o regresso ao conservadorismo nesta primeira fase da história do Império.

    O período denominado pelos autores de pax escravocrata, que abre a segunda parte do livro, ocorreu com uma refundação da política fundiária e financeira, buscando garantir a preservação dos interesses agrícolas. Combinadas as ambições públicas, foi um tempo de formação, embora lenta e sempre desigual, dos mercados brasileiros: o de capitais, o de terras e o de trabalho.

    Todavia, o projeto centralizador - ao fim e ao cabo, o vitorioso por excelência à época do Império - teve de lidar com as ambições provinciais, especialmente num quadro de intensificação do tráfico inter e intraprovincial.

    A economia imperial, de franca tração agrária e envolvida com a economia internacional, sentiu os efeitos de uma primeira crise financeira global, com a eclosão de revoltas, rebeliões e greves que voltariam a estourar, sinalizando o esgotamento de um tempo.

    A crise da ordem, analisada no final da obra, tem início com o retorno dos liberais ao poder - quando rapidamente compuseram o partido progressista, assim chamado em oposição ao regressista da década de 1830.

    O impacto financeiro da guerra do Paraguai, o reflexo do término da escravidão nos Estados Unidos, com a promulgação no Brasil da Lei do Ventre Livre, seguidos do deslocamento do principal eixo produtivo nacional para São Paulo, com a manutenção da centralização orçamentária e bancária no Rio de Janeiro, apontavam para o fim de um período com a aproximação do século XX

     

    Para marcar o lançamento desta obra, os autores estarão presentes em eventos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

    O evento do Rio terá apresentação do presidente da Fundação Getulio Vargas, professor Carlos Ivan Simonsen Leal, seguido de um bate-papo com os autores Thiago Krause e Rodrigo Goyena Soares, com mediação da professora Mariana Muaze (Unirio), no auditório da FGV (Praia de Botafogo, 190 – 12º andar), dia 17/8 às 17h.

    Em São Paulo, os autores promovem novo encontro na Livraria Martins Fontes Paulista (Avenida Paulista, 509), dia 22/8 às 18h.

     

    Império em disputa: coroa, oligarquia e povo na formação do Estado brasileiro

    (1823-1870)

    Thiago Krause e Rodrigo Goyena Soares

    Coleção: Uma outra história do Brasil

    FGV Editora

    408 páginas

    Impresso: R$104,00

    Ebook: R$73,00

     

  • Pontos fora da curva: por que algumas reformas educacionais no Brasil são mais efetivas do que outras e o que isso significa para o futuro da educação básica
    Pontos fora da curva: por que algumas reformas educacionais no Brasil são mais efetivas do que outras e o que isso significa para o futuro da educação básica

    FGV Editora publica novo livro sobre a educação no Brasil

    Livro de Olavo Nogueira Filho aborda os ‘pontos fora da curva’ nas experiências da educação no Brasil, analisando especialmente o êxito dos casos cearense e pernambucano

     

    Ao longo da história, o modelo educacional brasileiro foi extre­mamente elitista e o país se desenvolveu econômica e socialmente sem universalizar a educação básica, aspecto este que contribuiu sobremaneira para a construção de uma sociedade profundamente marcada pela desigualdade.

    Nas últimas três décadas, porém, o país viu florescer um novo capítulo – a partir da Constituição Federal de 1988, a educação básica virou um direito e ganhou uma relevância que nunca teve na agenda pública brasileira, em prol da universa­lização do acesso e da melhoria da qualidade da escola pública.

    O livro Pontos fora da curva: por que algumas reformas educacionais no Brasil são mais efetivas do que outras e o que isso significa para o futuro da educação básica, do atual diretor-executivo do Todos Pela Educação, Olavo Nogueira Filho, aborda o porquê das diferenças dos resultados de reformas educacionais subnacionais, mesmo entre localidades de nível socioeconômico similar, em particular no que concerne aos caminhos que vêm sendo seguidos por aqueles que destoam posi­tivamente da média – os “pontos fora da curva”.

    O autor opta por aprofundar o olhar sob aquilo que vem dando certo – ou, pelo menos, mais certo, com o objetivo de contribuir para mudar o ângulo da conversa sobre a educação básica no Brasil, seja no que diz respeito ao diagnóstico comumente proferido no debate não especializado, seja quanto às discussões sobre as soluções para os entraves educacionais presentes no debate especializado.

    Essa mudança de perspectiva sobre o “problema educacional” tem a ver com a forma de como o debate, sobretudo o não especializado, muitas vezes encara o desafio bra­sileiro: apesar de melhorias concretas ao longo das últimas décadas – que são detalhadas ao longo do livro –, é notável a resiliência da ideia junto à parcela dos formadores de opinião brasileiros de que a educação básica pública brasileira “não tem jeito” e que, portanto, é necessário a todo momento buscar pela “inovação” que será capaz de “nos tirar do buraco” ou, simplesmente, deixar a agenda de lado e se concentrar na busca de paliativos para minimizar os graves impactos de uma educação pública com baixa qualidade.

    O foco nas histórias de maior sucesso, utilizando como exemplos os casos do Ceará e de Pernambuco, é o ponto-chave para delinear uma abordagem alternativa, que nesta obra é chamada de “terceira geração” de reformas educacionais.

    O livro, publicado pela FGV Editora, busca demonstrar, de forma clara e acessível para o grande público, que os caminhos para a obtenção de resultados educacionais melhores e mais equânimes não surgirão do binarismo que hoje domina parte do debate mais qualificado sobre educação no Brasil, e sustenta que a diferenciação entre esforços mais e menos efetivos é de natureza mais sutil, não binária, na qual o caminho “menos virtuoso” não necessariamente é inteiramente equivocado, mas, muitas vezes, é insuficiente para promover mudanças significativas.

    Trata-se de uma obra de referência a todos os que estudam, implementam e participam das reformas educacionais no Brasil.

     

    Pontos fora da curva: por que algumas reformas educacionais no Brasil são mais efetivas do que outras e o que isso significa para o futuro da educação básica

    Autor: Olavo Nogueira Filho

    Editora FGV

    Impresso: R$36,00

    Ebook: R$26,00

  • O ponto a que chegamos: duzentos anos de atraso educacional e seu impacto nas políticas do presente
    O ponto a que chegamos: duzentos anos de atraso educacional e seu impacto nas políticas do presente

    FGV Editora lança obra sobre o atraso histórico na educação do Brasil desde a Independência

     

    O livro, do jornalista Antônio Gois, investiga as raízes profundas do atraso brasileiro nesse setor e defende que “entender a trajetória da educação no Brasil até o ponto a que chegamos é parte fundamental do esforço para melhor diagnosticar os desafios atuais, evitando soluções simplistas para problemas estruturais complexos”.

     

    O atual quadro insatisfatório da educação brasileira é resultado de um longo histórico de descaso e de decisões equivocadas, que cobram um preço alto ao país até hoje. Este é o argumento principal do livro O ponto a que chegamos: duzentos anos de atraso educacional e seu impacto nas políticas do presente, que o jornalista especializado em educação Antônio Gois lança pela FGV Editora.

    O autor busca explicar, em linguagem acessível a um público amplo, como, desde a Independência, a despeito de generosas promessas em discursos e leis, foi sendo construído nosso atraso em relação a países desenvolvidos, ou mesmo frente a algumas nações vizinhas. Também analisa alguns tópicos do atual debate público à luz desse passado, tais como o financiamento, a cultura da repetência, a baixa aprendizagem e as imensas desigualdades que continuam marcando a educação brasileira.

    Outro tema abordado é o falso mito da maior qualidade da educação pública no passado. A partir de estudos e da análise das estatísticas históricas disponíveis, O ponto a que chegamos traz farta evidência de que o sistema educacional do passado era, na verdade, uma grande máquina de exclusão em massa, que, ao longo de todo o século XX, abusava do expediente da repetência sem que isso resultasse em melhor qualidade. Como mostra o livro, os indicadores de analfabetismo funcional daqueles que terminam o ensino médio hoje são melhores do que os da geração que concluiu esta etapa há cinco décadas, por exemplo.

    A imagem romantizada do professor valorizado e bem pago é também contestada, a partir da análise da cobertura dos jornais da época e de pesquisas que investigaram a satisfação dos docentes com seus salários em diferentes momentos.

    Se é ainda frustrante constatar hoje que um em cada quatro jovens de 15 a 17 anos não frequenta o ensino médio, é preciso lembrar que esse quadro era muito pior. Na década de 60, por exemplo, apenas 6 em cada 100 alunos que ingressavam no antigo primário conseguiam chegar até o fim do que hoje seria o ensino médio. O principal gargalo do sistema estava na primeira série, onde as taxas de reprovação superavam 50% ao longo de quase todo o século XX, fazendo com que apenas uma pequena elite de sobreviventes chegasse ao final de sua trajetória na educação básica.  

    “Esta constatação não necessariamente contradiz a memória individual daqueles que porventura lembram do seu tempo de escola com satisfação. Algumas poucas ilhas de excelência existiam, e continuam existindo. O argumento central é que, como sistema, nunca tivemos educação de qualidade”, afirma o autor.

    A análise histórica da trajetória de nossa educação mostra que o país perdeu sucessivas oportunidades, tanto em períodos ditatoriais quanto em tempos democráticos, de ampliar o financiamento em momentos mais favoráveis. Revela ainda que a concepção de um sistema desigual desde a origem não foi fruto do acaso, mas uma estratégia as vezes até explicitada em documentos e discursos públicos de autoridades.

    A profunda desigualdade em nosso ponto de partida, a resistência de elites escravocratas em financiar a escolarização em massa, a inconstância nas políticas públicas desde o Império até a República, além da persistência até hoje de uma cultura que naturaliza o fracasso escolar são alguns dos elementos abordados a partir de estudos nacionais e internacionais.

    Apesar de alguns avanços recentes, especialmente a partir da redemocratização do país, o acúmulo de decisões equivocadas ao longo de dois séculos cobra um preço alto para o desenvolvimento do país. Entender nossa trajetória até o ponto a que chegamos é, portanto, parte fundamental do esforço para melhor diagnosticar os desafios do presente e desenhar políticas públicas mais eficazes, evitando soluções simplistas para problemas estruturais complexos.

     

    A obra, que conta com apresentação do Ministro Luiz Roberto Barroso, terá lançamentos presenciais com bate-papos no Rio e em São Paulo.

    Eventos de lançamento:

    28/7, às 19h – Blooks Livraria – Espaço Itaú de Cinema – Botafogo – RJ

    Bate-papo com o autor, Antônio Gois, e o ex-Ministro da Educação e Diretor do Centro de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais da FGV (FGV DGPE), José Henrique Paim.

    8/8, às 19h – Livraria da Vila – Fradique Coutinho – Pinheiros – SP

    Bate-papo com o autor, Antônio Gois, com o diretor de pesquisa e avaliação do Cenpec e presidente da Anpae, Romualdo Portela, e o professor e pesquisador da FGV-SP e membro do conselho consultivo do Todos Pela Educação, Fernando Abrucio.

     

  • E agora, Rio?: Um estado em busca de um autor
    E agora, Rio?: Um estado em busca de um autor

    FGV Editora lança obra sobre a história política do estado do Rio de Janeiro

    Livro de Marly Motta analisa os diferentes projetos dos atores políticos cariocas e fluminenses desde a fusão do estado da Guanabara até os dias atuais

     

    O livro E agora, Rio?: um estado em busca de um autor, da historiadora Marly Motta, abrange a história política do estado do Rio de Janeiro no período entre 1975 e 2021. A obra não é um levantamento dos sucessos e fracassos da fusão, nem um histórico dos malfeitos de membros dos três poderes ao operar a máquina governamental do estado, menos ainda um balanço das perdas infringidas à cidade do Rio de Janeiro ao perder o status de estado da Guanabara.

    Como estudiosa da política carioca e fluminense, Marly Motta aceita o desafio de tentar entender a prisão de cinco ex-governadores – Moreira Franco, Garotinho, Rosinha, Sergio Cabral e Pezão – e o impeachment do governador eleito em 2018, Wilson Witzel, e analisa, nesta obra, as diversas experiências políticas que tiveram o estado do Rio como laboratório ou palco, onde diversos autores testaram projetos que se revelaram incapazes de atender à questão de raiz: ser o autor que o estado buscou desde a fusão.

    Ao longo de oito artigos, a autora discute as várias respostas que foram dadas por aqueles que buscaram serem reconhecidos como autores/criadores do “novo” Rio de Janeiro, resultado da união de dois estados com histórias e trajetórias político-institucional bem diferentes.

    De acordo com a autora, escrever sobre o Rio de Janeiro com uma pergunta - E agora, Rio? -,  demonstra um tom de ansiedade e impaciência que invade o coração e a mente dos habitantes desta cidade e deste estado; assim como tenta buscar respostas sobre tantos eventos ocorridos em um estado com menos de 50 anos. A obra marca a conclusão da trilogia de estudos sobre o Rio de Janeiro, iniciada com sua tese de 1997, O Rio de Janeiro continua sendo…: de cidade-capital a estado da Guanabara e continuada com o livro Saudades da Guanabara (2000).

     

    Para marcar o lançamento desta obra, vamos promover um bate-papo da autora Marly Motta, com a professora Marieta de Moraes Ferreira e o jornalista Thiago Prado, no dia 11 de maio, quarta-feira, às 19h, na Blooks Livraria.

     

    E agora, Rio?: um estado em busca de um autor

    Marly Motta

    FGV Editora

    180 páginas

    Impresso: R$47,00

    Ebook: R$33,00

     

    Lançamento: 11/5/2022, às 19h.

    Blooks Livraria – Espaço Itaú de Cinema – Botafogo - RJ

     

  • A ironia da liberdade de expressão: Estado, regulação e diversidade na esfera pública
    A ironia da liberdade de expressão: Estado, regulação e diversidade na esfera pública

    FGV Editora e FGV Direito SP lançam primeiro volume da coleção Liberdade de expressão

    A ironia da liberdade de expressão: Estado, regulação e diversidade na esfera pública,

    de Owen M. Fiss, ganha segunda edição em português, por meio da

     FGV Editora e FGV Direito SP | Escola de Direito de São Paulo

     

    A relação entre liberdade de expressão e democracia é inquestionável. Os termos dessa relação são controversos. Neste livro, Owen Fiss se posiciona sobre uma pergunta fundamental: afinal, a que serve a liberdade de expressão em uma democracia? A clareza de seus argumentos ensina que problemas contemporâneos urgentes de liberdade de expressão podem e devem ser tratados com profundidade e coerência.

    Esta obra, organizada por Clarissa Piterman Gross e Ronaldo Porto Macedo Junior, com prefácio de Gustavo Binenbojm e Caio Mário da Silva Pereira Neto, apresenta, de forma clara e acessível para o grande público, um debate acerca dos propósitos da liberdade de expressão relevante para diversas questões contemporâneas relacionadas à qualidade da democracia e trata de um tema fundamental para a democracia contemporânea: o papel do Estado na garantia das liberdades de expressão e de imprensa.

    Ao discutir o tema, o professor Owen Fiss aborda alguns dos mais difí­ceis e calorosos debates constitucionais enfrentados pela Suprema Corte norte-americana nas últimas duas décadas. Questões como regulação de conteúdo pornográfico, alocação de subsídios estatais para atividades culturais e regulação dos meios de comunicação de massa dividiram e continuam dividindo juízes, acadêmicos e leigos em sua interpretação da garantia das liberdades de expressão e de imprensa. Esses debates estão sendo travados neste exato momento em nosso país, sendo salutar fazer uma pausa para avaliar como foram enfrentados em outras terras.

    Mas a presente obra vai além de trazer uma perspectiva externa sobre temas polêmicos e atuais. Ao enfrentar essas questões comple­xas, Fiss identifica e disseca uma tensão de fundo que transcende o debate constitucional norte-americano. A tensão se dá entre duas concepções distintas e antagônicas de garantia das liberdades de expressão e de imprensa.

    Alguns interpretam essa garantia como uma proteção da autonomia discursiva dos indivíduos, exigindo que o Estado se abstenha de interferir na esfera individual. Outros perce­bem a liberdade de expressão como um instrumento para promoção de diversidade na esfera pública, exigindo uma atuação positiva do Estado na abertura e/ou ampliação do espaço conferido a diversos grupos no debate democrático.

    A obra de Fiss é de grande atualidade para a discussão constitucional a respeito das liberdades de expressão e de imprensa em nosso país. Ademais, ao abordar a tensão existente entre garantia e promoção dessas liberdades, o autor estabelece uma moldura analítica extre­mamente útil para a (re)discussão do papel da regulação estatal dos meios de comunicação e das atividades expressivas e culturais.

    Embora a obra de Owen Fiss não traga as soluções específicas para os novos problemas do nosso tempo, as quais terão que ser construídas pelas novas gerações, ela traz um claro horizonte ético e normativo que nos ajuda a refletir sobre os caminhos à frente, o possível papel do Estado nesses ca­minhos e os limites de sua intervenção.

            

     A coleção Liberdade de expressão visa contribuir para mitigar os efeitos destas carên­cias de reflexão teórica sobre a liberdade de expressão e seus novos temas. Ela busca introduzir ao leitor brasileiro alguns dos mais significativos textos contemporâneos elaborados por professores americanos. O conhecimento de alguns destes “clássicos contem­porâneos” da liberdade de expressão permitirá ao leitor melhor conhecer o requinte e profundidade da fecunda tradição americana sobre a Primeira Emenda de sua constituição.