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Releases / Lançamentos

  • O Brasil mudou mais do que você pensa: um novo olhar sobre as transformações nas classes CDE
    O Brasil mudou mais do que você pensa: um novo olhar sobre as transformações nas classes CDE

    Editora FGV lança livro que apresenta as transformações das classes CDE nos últimos 20 anos

    O país do futuro que nunca chega (Stefan Zweig). O Brasil dá um passo para frente e dois para trás. O país que não perde a oportunidade de perder oportunidades (Roberto Campos).

    Essas são algumas das frases recorrentes para descrever uma percepção generalizada sobre a estagnação de nosso país e que abrem o livro O Brasil mudou mais do que você pensa: um novo olhar sobre as transformações das classes CDE, publicado pela Editora FGV e organizado por Lauro Gonzalez, Mauricio de Almeida Prado e Mariel Deak.

    Os trabalhos de pesquisadores do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira (GVcemif) da FGV e do Instituto Plano CDE analisaram o período entre 1995 e 2015, tanto por meio de entrevistas in loco quanto de análises de dados quantitativos e constataram transformações e mudança de comportamento na vida das famílias das classes CDE, notadamente mudanças positivas pouco conhecidas de grande parcela da população.

    De acordo com os organizadores, a crise atual, embora traga desalento e tenha efeitos conjunturais negativos, não altera o fato de que novos patamares foram alcançados pelas classes CDE.

    Para demonstrar esses avanços, que contrariam a percepção negativa da sociedade, acentuada em momentos de crise, o livro aborda cinco temas: educação, habitação, posse de bens, inclusão financeira e digitalização. Cada tema corresponde a um dos capítulos que se dividem em quatro partes: “O que mudou” apresenta, por meio de diversos dados disponíveis, as principais transformações de cada tema; “Por que mudou” analisa os dados apresentados e busca explicar as políticas públicas e os movimentos de mercado que engendraram as transformações; “Os efeitos na vida das famílias” traz histórias de vida que mostram as mudanças ocorridas dentro dos lares; e “Desafios para o futuro” busca sucintamente levantar as principais questões a enfrentar e recomendações de cada tema.

    De acordo com os organizadores, “as histórias dos efeitos das mudanças descritas na vida da população CDE reforçam a certeza de que é hora de um olhar de longo prazo sobre as transformações pelas quais o Brasil passou e continua passando”. O lançamento será dia 25/9, às 18h30, na Livraria da Vila, em São Paulo.                                                        

  • Os direitos das mulheres: feminismo e trabalho no Brasil (1917-1937)
    Os direitos das mulheres: feminismo e trabalho no Brasil (1917-1937)

    Editora FGV lança livro que conta as origens do movimento pelos direitos das mulheres no Brasil

    Ao longo dos anos, as mulheres conquistaram muitos direitos que antes eram destinados apenas aos homens. Esses direitos estão contados e detalhados no novo livro da Editora FGV “Os direitos das mulheres: feminismo e trabalho no Brasil (1917-1937)”. A obra, escrita por Glaucia Fraccaro, apresenta uma pesquisa histórica sobre a construção dos direitos das mulheres, por meio das leis trabalhistas.

    Todo o trabalho de investigação da autora do livro foi feito na regulamentação do trabalho feminino no período de 1917 a 1937, que representa a enorme efervescência provocada na sociedade brasileira pelas greves operárias de 1917, em São Paulo, e se encerra com a aprovação, pela Câmara Federal, do projeto de autoria da deputada Bertha Lutz que criou o Departamento Nacional da Mulher, em 1937, embora esse departamento nunca tenha sido efetivado devido à promulgação do “Estado Novo” em 11 de novembro de 1937, que fechou o Congresso Nacional e extinguiu os partidos políticos nacionais.

    Marcos importantes estão presentes no livro, como o Decreto do Trabalho das Mulheres, de 1932, que estipulou a licença-maternidade, proibiu a desigualdade salarial e regulou a jornada do trabalho feminino. Outra lei determinante na questão trabalhista feminina foi a nº 5.473, de 1968, que proibiu as discriminações de sexos nas relações trabalhistas, com previsão, inclusive, de multas para empresas privadas e estatais.

    “Este é um livro pioneiro sobre a história das mulheres brasileiras em suas lutas por direitos e igualdade, que já duram mais de 100 anos. Todas as conquistas foram alcançadas através das disputas políticas iniciadas pelos movimentos operário e feminista no Brasil”, afirma Glaucia.

    Uma das mais recentes determinações legais em favor das mulheres saiu em 2009, quando a ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Nilceia Freire, encaminhou à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania um anteprojeto de lei que previa a efetivação da igualdade entre homens e mulheres nas relações de trabalho.

    A pesquisa que deu origem à obra é vencedora do prêmio ABET – Mundos do Trabalho em Perspectiva Multidisciplinar, edição 2017.

  • 1968 em movimento
    1968 em movimento

    Reações, desdobramentos e heranças de 1968 são temas de livro da Editora FGV

    O ano de 1968 foi crucial na história do século XX, tanto no Brasil como no mundo. A contestação tornou-se global, com movimentos no Japão, Estados Unidos, Itália, França e em muitos outros países, entre vários da América Latina. Analisando outros ângulos e perspectivas sobre “momento 68” e a “época de 1968”, a Editora FGV lança no dia XXX, o livro “1968 em movimento”.

    Coordenada pela historiadora Angélica Müller, a obra apresenta as conexões externas de atores importantes daquele cenário – intelectuais, estudantes e operários – e traz também, em contraposição, o processo de militarização da ditadura e a montagem do seu esquema de vigilância e repressão, abrindo espaço para discussão e análise.

    “Lembrar esse ano é pensar nitidamente numa cultura de contestação em que se articularam a crítica, a política, o social e o cultural em escala mundial. E no Brasil não foi diferente”, afirma Angélica.  

    O livro traz ainda questões como se ainda há resquícios daquela época nos dias de hoje na sociedade brasileira e também sobre como os contextos desse período da nossa história vem sendo apresentados nos últimos 40 anos. 

    Entendendo 1968 como chave para o aprofundamento da ditadura militar, o livro apresenta novos enfoques para alguns eventos bastante – e outros pouco – conhecidos, com atenção particular às reações, aos desdobramentos e às heranças que aqueles eventos suscitaram ao longo do tempo. 

  • Volta ao poder: a correspondência entre Getulio Vargas e a filha Alzira / 1946-1950 - 2 Vols.
    Volta ao poder: a correspondência entre Getulio Vargas e a filha Alzira / 1946-1950 - 2 Vols.

    Livro apresenta cartas inéditas trocadas entre Getulio Vargas e sua filha Alzira

    Correspondência mostra como a filha de Vargas colaborou para seu retorno ao poder, em 1950

    Um conjunto de 568 cartas inéditas trocadas pelo ex-presidente Getulio Vargas e sua filha Alzira Vargas, entre 1946 e 1950, compõe o livro Volta ao Poder – A correspondência entre Getulio Vargas e a filha Alzira (1946-1950), uma coedição lançada pela Editora FGV e pela Editora Ouro Sobre Azul. A correspondência, distribuída nas 1.650 páginas que integram os dois volumes da publicação, pertence ao arquivo de Alzira Vargas, doado ao Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getulio Vargas (FGV CPDOC).

    As cartas foram escritas no período em que Getulio se distanciou do poder. Deposto em outubro de 1945, o ex-presidente foi para São Borja, no Rio Grande do Sul, enquanto Alzira permaneceu no Rio de Janeiro. Mesmo com o afastamento, os dois mantiveram contato constante durante cinco anos. Alzira passou a intermediar questões familiares ao mesmo tempo em que organizou a volta de Getulio ao poder, em 1950, eleito democraticamente por voto direto.

    O teor das mensagens variava dos pedidos dos mais íntimos como charutos, remédios, revistas e roupas, a temas políticos como composições partidárias, candidaturas, posturas e atitudes de correligionários e inimigos políticos. Uma das cartas de maior valor histórico é a de 3 de outubro de 1950, quando Alzira contou ao pai sobre o andamento das eleições naquele dia. Nessa data, ela votou pela primeira vez.

     

    “Gê

    Cheguei agora de Niterói onde fui votar pela primeira vez. Apesar dos boatos, ameaças e prognósticos pessimistas o pleito correu normal no Distrito. Houve muita abstenção, se­gundo os cálculos apressados dos entendidos, mais de 30%.

    Aproveitando o portador mando-te charutos, sabonete, pasta, recortes da campanha e este número especial que fizemos por sugestão do Wainer e com a colaboração deste, Al­mir, Galvão, eu etc. em três jornais: Radical, Folha e Diário Popular. A que saiu melhor foi esta por isso te mando.

    Vamos agora esperar os resultados.

    Beija-te com carinho tua filha Alzira”

     

    Organizada por Adelina Novaes e Cruz e Regina da Luz Moreira, coordenadoras do FGV CPDOC, a obra contém um acervo relevante para o entendimento do que ocorreu naquele momento no Brasil. Além da transcrição integral das cartas e 232 fotografias, o livro traz um texto inédito do crítico literário e sociólogo Antonio Candido (Prós e contras) e centenas de imagens – entre cartas, panfletos e fotografias do acervo do FGV CPDOC.

  • Plínio Salgado: um católico integralista entre Portugal e o Brasil (1895-1975)
    Plínio Salgado: um católico integralista entre Portugal e o Brasil (1895-1975)

    Editora FGV lança obra sobre o fundador da Ação Integralista Brasileira

    As indignações e descrenças políticas afloradas hoje no Brasil torna cada vez mais necessário recuperar trajetórias e ten­sões passadas. Procurando dialogar com essas e outras questões, a Editora FGV lança, no dia 13 de setembro, o livro Plínio Salgado: um católico integralista entre Portugal e o Brasil (1895-1975), de Leandro Pereira Gonçalves.

    A obra desvenda e revisa aspectos, trajetórias e lutas do líder integralista Plínio Salgado (intelectual e político indissociável da “era do fascismo”, do qual foi a expressão mais visível no Brasil dos anos 30 do século XX). O autor desdobra a sua análise em duas fases principais: na primeira remonta à passagem de Salgado, nas décadas de 20-30, da literatura à política, sob a influência do movimento modernista de 1922, e as suas primeiras impregnações doutrinárias pelas leituras do Integralismo Lusitano; na segunda, ele examina as intensas relações estabelecidas com o conservadorismo português, iniciadas uma década mais tarde, após o fechamento da AIB (Ação Integralista Brasileira) em 1937, sua prisão e posterior exílio em Portugal.

    Na sua pesquisa, o autor identificou ações de Plínio Salgado no exílio em Portugal, além de elementos que possuíam ligações com o líder integralista. Foram realizadas investigações no arquivo do SNI, além de uma pesquisa inédita no acervo não aberto ao público, aos documentos da Legião Portuguesa, milícia oficial do Estado Novo que tinha o propósito de organizar a moral da nação e cooperar na sua defesa contra os inimigos da pátria. Nessa vasta pesquisa, foram localizados dossiês sobre Plínio Salgado e seu secretário particular, Hermes Malta Lins e Albuquerque, figura importante no exílio.

    Com investigações nos acervos portugueses, principalmente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), o autor buscou entender as relações tão próximas de Plínio Salgado com Portugal, iniciadas antes do exílio, e descobriu um dossiê que apresenta a tentativa de um plano entre Salgado e os nazistas alemães, em 1941.

    De acordo com o dossiê, essa tentativa de acordo buscava uma aproximação entre Plínio (com apoio do secretário particular) e membros do governo alemão. Representantes da Gestapo verificaram um grande interesse nessa associação, com o objetivo de transportar a política nazista para o Brasil e, consequentemente, América do Sul, após a Segunda Guerra Mundial. Com uma possível vitória do Eixo, Plínio Salgado teria a função de ser um representante no continente.

    Um dos aspectos destacados na obra é a continuidade da política integralista no período do pós-guerra, explicada por uma mudança doutrinária estabelecida por Plínio, no intervalo entre 1939 e 1946, quando ficou exilado em Portugal.

    Essa biografia intelectual e política de Plínio Salgado representa não só um estudo pioneiro, como uma contribuição para a história transnacional do fascismo e do autoritarismo brasileiro e português.

     

    O lançamento será dia 12/9, às 18h, na Planet, em Juiz de Fora

  • Valeu a pena! Mercado de capitais: passado, presente e futuro
    Valeu a pena! Mercado de capitais: passado, presente e futuro

    Editora FGV e FGV Direito Rio lançam livro sobre Roberto Teixeira da Costa e o mercado de capitais no Brasil

    Roberto Teixeira da Costa foi o primeiro presidente da Comissão de Valores Mobiliários, em 1977, e também o precursor na defesa dos interesses dos investidores minoritários e da utilização do mercado pelas empresas.

    A história do mercado de capitais no Brasil está diretamente associada à trajetória profissional deste personagem, e esse percurso está registrado no livro Valeu a pena! Mercado de capitais: passado, presente e futuro, publicado pela Editora FGV em parceria com a FGV Direito Rio.

    Esta autobiografia, que se confunde com a história da economia do país, possui registros fundamentais para o entendimento da evolução do mercado nacional, além de possuir “recomendações” de grandes nomes.

    De acordo com Fernando Henrique Cardoso, autor do prefácio da obra, “mais do que a vivência de uma pessoa que se destaca por sua permanente inquietação e presença na vida pública brasileira, o livro conta a história do mercado de capitais entre nós e, consequentemente, diz muito sobre nossa evolução econômico-financeira.”

    Jorge Paulo Lemann, que teve Roberto Teixeira da Costa como primeiro chefe, assina a orelha do livro destacando que “Num país de pouca institucionalização, Roberto sempre pensou muito à frente e tentou criar um arcabouço para o desenvolvimento de longo prazo.”

    Para Edemir Pintor, autor do texto de apresentação, “O novo livro de Roberto Teixeira da Costa já nasce como um clássico na literatura econômica do Brasil. Primeiro, pelo autor, que está entre os “fun­dadores” do mercado financeiro e de capitais do país. Segundo, pela sua rica narrativa, que descreve sua intensa vida profissional nos últimos 60 anos, uma carreira que se confunde com a construção das bases da moderna economia brasileira.”

    Nas palavras de Pedro Malan, que redigiu o texto da contracapa, “Este livro resume escritos que cobrem uma vida longa e produtiva de experiências exemplares e a reflexão do autor sobre elas, com o benefício da perspectiva de quem tem “memórias vividas”.

    Mas o autor não se furta a – nos capítulos finais – olhar à frente e perguntar-se sobre o futuro do mercado que tão bem conhece: descreve os gargalos que “dificultam um mercado mais forte” e as reformas estruturais necessárias para tal.

    Trata-se de uma obra de fundamental importância para a compreensão do mercado de capitais, acompanhado e desenvolvido de perto por Roberto Teixeira da Costa, que finaliza o livro desvendando que o título Valeu a pena!indica que esse longo período de minha vida profissional foi compensador e em momento algum lamento o fato de a ele ter me dedicado com persistência e determinação.”

    E deixa a todos os leitores a seguinte reflexão: “...devemos assistir ao filme Brasil e não nos basearmos em um momento específico que pode nos transmitir falsas impressões. Temos que perseguir os objetivos de mudanças com obstinação, e não esperar resultados imediatos. Mas elas virão!”

     

    A noite de autógrafos será na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, dia 21 de agosto, às 19h.