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Releases / Lançamentos

  • Plínio Salgado: um católico integralista entre Portugal e o Brasil (1895-1975)
    Plínio Salgado: um católico integralista entre Portugal e o Brasil (1895-1975)

    Editora FGV lança obra sobre o fundador da Ação Integralista Brasileira

    As indignações e descrenças políticas afloradas hoje no Brasil torna cada vez mais necessário recuperar trajetórias e ten­sões passadas. Procurando dialogar com essas e outras questões, a Editora FGV lança, no dia 13 de setembro, o livro Plínio Salgado: um católico integralista entre Portugal e o Brasil (1895-1975), de Leandro Pereira Gonçalves.

    A obra desvenda e revisa aspectos, trajetórias e lutas do líder integralista Plínio Salgado (intelectual e político indissociável da “era do fascismo”, do qual foi a expressão mais visível no Brasil dos anos 30 do século XX). O autor desdobra a sua análise em duas fases principais: na primeira remonta à passagem de Salgado, nas décadas de 20-30, da literatura à política, sob a influência do movimento modernista de 1922, e as suas primeiras impregnações doutrinárias pelas leituras do Integralismo Lusitano; na segunda, ele examina as intensas relações estabelecidas com o conservadorismo português, iniciadas uma década mais tarde, após o fechamento da AIB (Ação Integralista Brasileira) em 1937, sua prisão e posterior exílio em Portugal.

    Na sua pesquisa, o autor identificou ações de Plínio Salgado no exílio em Portugal, além de elementos que possuíam ligações com o líder integralista. Foram realizadas investigações no arquivo do SNI, além de uma pesquisa inédita no acervo não aberto ao público, aos documentos da Legião Portuguesa, milícia oficial do Estado Novo que tinha o propósito de organizar a moral da nação e cooperar na sua defesa contra os inimigos da pátria. Nessa vasta pesquisa, foram localizados dossiês sobre Plínio Salgado e seu secretário particular, Hermes Malta Lins e Albuquerque, figura importante no exílio.

    Com investigações nos acervos portugueses, principalmente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), o autor buscou entender as relações tão próximas de Plínio Salgado com Portugal, iniciadas antes do exílio, e descobriu um dossiê que apresenta a tentativa de um plano entre Salgado e os nazistas alemães, em 1941.

    De acordo com o dossiê, essa tentativa de acordo buscava uma aproximação entre Plínio (com apoio do secretário particular) e membros do governo alemão. Representantes da Gestapo verificaram um grande interesse nessa associação, com o objetivo de transportar a política nazista para o Brasil e, consequentemente, América do Sul, após a Segunda Guerra Mundial. Com uma possível vitória do Eixo, Plínio Salgado teria a função de ser um representante no continente.

    Um dos aspectos destacados na obra é a continuidade da política integralista no período do pós-guerra, explicada por uma mudança doutrinária estabelecida por Plínio, no intervalo entre 1939 e 1946, quando ficou exilado em Portugal.

    Essa biografia intelectual e política de Plínio Salgado representa não só um estudo pioneiro, como uma contribuição para a história transnacional do fascismo e do autoritarismo brasileiro e português.

     

    O lançamento será dia 12/9, às 18h, na Planet, em Juiz de Fora

  • Volta ao poder: a correspondência entre Getulio Vargas e a filha Alzira / 1946-1950 - 2 Vols.
    Volta ao poder: a correspondência entre Getulio Vargas e a filha Alzira / 1946-1950 - 2 Vols.

    Livro apresenta cartas inéditas trocadas entre Getulio Vargas e sua filha Alzira

    Correspondência mostra como a filha de Vargas colaborou para seu retorno ao poder, em 1950

    Um conjunto de 568 cartas inéditas trocadas pelo ex-presidente Getulio Vargas e sua filha Alzira Vargas, entre 1946 e 1950, compõe o livro Volta ao Poder – A correspondência entre Getulio Vargas e a filha Alzira (1946-1950), uma coedição lançada pela Editora FGV e pela Editora Ouro Sobre Azul. A correspondência, distribuída nas 1.650 páginas que integram os dois volumes da publicação, pertence ao arquivo de Alzira Vargas, doado ao Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getulio Vargas (FGV CPDOC).

    As cartas foram escritas no período em que Getulio se distanciou do poder. Deposto em outubro de 1945, o ex-presidente foi para São Borja, no Rio Grande do Sul, enquanto Alzira permaneceu no Rio de Janeiro. Mesmo com o afastamento, os dois mantiveram contato constante durante cinco anos. Alzira passou a intermediar questões familiares ao mesmo tempo em que organizou a volta de Getulio ao poder, em 1950, eleito democraticamente por voto direto.

    O teor das mensagens variava dos pedidos dos mais íntimos como charutos, remédios, revistas e roupas, a temas políticos como composições partidárias, candidaturas, posturas e atitudes de correligionários e inimigos políticos. Uma das cartas de maior valor histórico é a de 3 de outubro de 1950, quando Alzira contou ao pai sobre o andamento das eleições naquele dia. Nessa data, ela votou pela primeira vez.

     

    “Gê

    Cheguei agora de Niterói onde fui votar pela primeira vez. Apesar dos boatos, ameaças e prognósticos pessimistas o pleito correu normal no Distrito. Houve muita abstenção, se­gundo os cálculos apressados dos entendidos, mais de 30%.

    Aproveitando o portador mando-te charutos, sabonete, pasta, recortes da campanha e este número especial que fizemos por sugestão do Wainer e com a colaboração deste, Al­mir, Galvão, eu etc. em três jornais: Radical, Folha e Diário Popular. A que saiu melhor foi esta por isso te mando.

    Vamos agora esperar os resultados.

    Beija-te com carinho tua filha Alzira”

     

    Organizada por Adelina Novaes e Cruz e Regina da Luz Moreira, coordenadoras do FGV CPDOC, a obra contém um acervo relevante para o entendimento do que ocorreu naquele momento no Brasil. Além da transcrição integral das cartas e 232 fotografias, o livro traz um texto inédito do crítico literário e sociólogo Antonio Candido (Prós e contras) e centenas de imagens – entre cartas, panfletos e fotografias do acervo do FGV CPDOC.

  • 1968 em movimento
    1968 em movimento

    Reações, desdobramentos e heranças de 1968 são temas de livro da Editora FGV

    O ano de 1968 foi crucial na história do século XX, tanto no Brasil como no mundo. A contestação tornou-se global, com movimentos no Japão, Estados Unidos, Itália, França e em muitos outros países, entre vários da América Latina. Analisando outros ângulos e perspectivas sobre “momento 68” e a “época de 1968”, a Editora FGV lança no dia XXX, o livro “1968 em movimento”.

    Coordenada pela historiadora Angélica Müller, a obra apresenta as conexões externas de atores importantes daquele cenário – intelectuais, estudantes e operários – e traz também, em contraposição, o processo de militarização da ditadura e a montagem do seu esquema de vigilância e repressão, abrindo espaço para discussão e análise.

    “Lembrar esse ano é pensar nitidamente numa cultura de contestação em que se articularam a crítica, a política, o social e o cultural em escala mundial. E no Brasil não foi diferente”, afirma Angélica.  

    O livro traz ainda questões como se ainda há resquícios daquela época nos dias de hoje na sociedade brasileira e também sobre como os contextos desse período da nossa história vem sendo apresentados nos últimos 40 anos. 

    Entendendo 1968 como chave para o aprofundamento da ditadura militar, o livro apresenta novos enfoques para alguns eventos bastante – e outros pouco – conhecidos, com atenção particular às reações, aos desdobramentos e às heranças que aqueles eventos suscitaram ao longo do tempo. 

  • Os direitos das mulheres: feminismo e trabalho no Brasil (1917-1937)
    Os direitos das mulheres: feminismo e trabalho no Brasil (1917-1937)

    Editora FGV lança livro que conta as origens do movimento pelos direitos das mulheres no Brasil

    Ao longo dos anos, as mulheres conquistaram muitos direitos que antes eram destinados apenas aos homens. Esses direitos estão contados e detalhados no novo livro da Editora FGV “Os direitos das mulheres: feminismo e trabalho no Brasil (1917-1937)”. A obra, escrita por Glaucia Fraccaro, apresenta uma pesquisa histórica sobre a construção dos direitos das mulheres, por meio das leis trabalhistas.

    Todo o trabalho de investigação da autora do livro foi feito na regulamentação do trabalho feminino no período de 1917 a 1937, que representa a enorme efervescência provocada na sociedade brasileira pelas greves operárias de 1917, em São Paulo, e se encerra com a aprovação, pela Câmara Federal, do projeto de autoria da deputada Bertha Lutz que criou o Departamento Nacional da Mulher, em 1937, embora esse departamento nunca tenha sido efetivado devido à promulgação do “Estado Novo” em 11 de novembro de 1937, que fechou o Congresso Nacional e extinguiu os partidos políticos nacionais.

    Marcos importantes estão presentes no livro, como o Decreto do Trabalho das Mulheres, de 1932, que estipulou a licença-maternidade, proibiu a desigualdade salarial e regulou a jornada do trabalho feminino. Outra lei determinante na questão trabalhista feminina foi a nº 5.473, de 1968, que proibiu as discriminações de sexos nas relações trabalhistas, com previsão, inclusive, de multas para empresas privadas e estatais.

    “Este é um livro pioneiro sobre a história das mulheres brasileiras em suas lutas por direitos e igualdade, que já duram mais de 100 anos. Todas as conquistas foram alcançadas através das disputas políticas iniciadas pelos movimentos operário e feminista no Brasil”, afirma Glaucia.

    Uma das mais recentes determinações legais em favor das mulheres saiu em 2009, quando a ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Nilceia Freire, encaminhou à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania um anteprojeto de lei que previa a efetivação da igualdade entre homens e mulheres nas relações de trabalho.

    A pesquisa que deu origem à obra é vencedora do prêmio ABET – Mundos do Trabalho em Perspectiva Multidisciplinar, edição 2017.

  • Em busca do Brasil: Edgard Roquette-Pinto e o retrato antropológico brasileiro (1905-1935)
    Em busca do Brasil: Edgard Roquette-Pinto e o retrato antropológico brasileiro (1905-1935)

    A Editora FGV e a Fiocruz se uniram para editar os feitos do antropólogo Edgard Roquette-Pinto, uma das principais figuras a colocarem em debate a questão racial no Brasil no século XX. No livro Em busca do Brasil: Edgard Roquette-Pinto e o retrato antropológico brasileiro (1905-1935), Vanderlei Sebastião de Souza apresenta o trabalho de Roquette-Pinto, que sempre atuou na exploração da questão social, do pensamento racial e na condensação das Ciências Sociais no Brasil.

    O antropólogo foi figura chave na evolução do pensamento racial e na defesa da imigração. Ele foi interlocutor nos grandes debates sobre sociedade e nação no Brasil de sua época, produzindo um estreito diálogo com autores como Euclides da Cunha, Manoel Bomfim, Oliveira Vianna e Gilberto Freyre.

    Dentre as muitas “linhas” que compuseram a complexa personalidade de Roquette-Pinto, estão a de antropólogo, educador, divulgador da ciência, introdutor da radiodifusão no país e precursor do cinema educativo, entre outras. Vanderlei se debruça sobre a trajetória da reflexão antropológica de Roquette-Pinto.

    Inquestionavelmente, este livro apresenta uma das principais e mais sofisticadas reflexões oriundas de um ciclo que, iniciado na década de 1990 e do qual participaram diversos pesquisadores, vem buscando compreender o locus da obra de Roquette-Pinto no complexo cenário do pensamento social brasileiro entre o final do século XIX e o início do XX.

    “Em busca do Brasil” une rigor na pesquisa, originalidade e ousadia da análise, possibilita um olhar mais complexo sobre o Brasil, o pensamento social, a ciência e a política. Este livro é uma obra de pesquisa minuciosa que desvenda um projeto essencial para nosso entendimento da história intelectual, das políticas públicas e da ciência no Brasil.

  • Arquivos em movimento: Seminário Internacional de Documentário de Arquivo
    Arquivos em movimento: Seminário Internacional de Documentário de Arquivo

    Editora FGV lança obra que aborda produção audiovisual de caráter documental

    A prática de reciclagem de imagens cinematográficas começou a ser exercida sistematicamente durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), em cinejornais que visavam reconstituir visualmente as linhas de batalha. Com o prolongamento do conflito, os cinegrafistas que trabalhavam na seção cinematográfica dos exércitos começaram a utilizar a justaposição de planos filmados em diferentes circunstâncias com o objetivo de organizar uma narrativa coerente e ilustrar os movimentos da guerra. Planos tomados em diferentes batalhas eram montados como se fizessem parte de uma mesma situação.

    Nas últimas quatro décadas, o debate sobre o tema da reciclagem das imagens tem ganhado novos contornos. Diante da profusão de produções audiovisuais que reutilizam e ressignificam imagens produzidas em circunstâncias distintas (gravações de câmera de segurança, filmes amadores e familiares, industriais e publicitários, antigos programas de TV, cinejornais etc.), alguns autores afirmam a necessidade de se recuperar o contexto de produção dessas imagens migrantes. Para esses pesquisadores, trata-se, sobretudo, de historicizar o registro e o olhar do tempo da tomada e da retomada das imagens.

    Diante desses novos debates, o Núcleo de Audiovisual e Documentário do CPDOC organizou o Seminário Internacional de Documentário de Arquivo, que promoveu a reflexão em torno dos distintos modos de incorporação de imagens preexistentes no campo da produção audiovisual de caráter documental.

    O resultado das análises que compuseram o seminário e que abrange um território de produção genericamente denominado “filme de arquivo”, estão reunidos no livro Arquivos em movimento, publicação digital da Editora FGV, editada nas versões em português e inglês.

    Os trabalhos apresentados neste ebook compõem um panorama plural e heterogêneo no âmbito dos objetos escolhidos e das metodologias empregadas nas pesquisas. No entanto, as questões levantadas pelos diversos autores partem de um pano de fundo comum: a imagem e sua duração no tempo e no espaço.

    Não é por acaso que o seminário tenha se realizado dentro do CPDOC da FGV, instituição detentora do mais importante acervo de arquivos pessoais de homens públicos do país.