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Releases / Lançamentos

  • Cidade de Deus: a história de Ailton Batata, o sobrevivente
    Cidade de Deus: a história de Ailton Batata, o sobrevivente

    Editora FGV publica biografia de personagem da Cidade de Deus

    Livro conta história de Ailton Batata, sobrevivente da primeira guerra do tráfico do Rio, nos anos 70

    A Editora FGV lança, em 1º de junho, na Livraria da Travessa – Ipanema, a obra Cidade de Deus: a história de Ailton Batata, o sobrevivente, de Alba Zaluar e Luiz Alberto Pinheiro de Freitas. O livro conta a história de Ailton Batata, um dos principais personagens do tráfico de drogas entre os anos 70 e 80 e que teve sua história reproduzida no icônico filme “Cidade de Deus”.

    Após mais de 15 anos de prisão, Ailton contou, em mais de 60 horas de entrevistas, feitas entre 2008 e 2009, a sua versão do que considera a verdadeira história da guerra entre ele, que era conhecido como Sandro Cenoura, e Zé Pequeno, a primeira do tráfico amplamente noticiada na imprensa carioca.  

    No livro, Ailton Batata da Cidade de Deus passa de bandido a estudo de caso. Nas 288 páginas, ele apresenta sua contribuição para a ciência com o seu relato e, hoje, fora do crime, pode  se posicionar com propriedade sobre o mundo da transgressão.

    “Eu estava tranquilamente na prisão até que um belo dia, vendo televisão, eu vi anunciando a estreia do filme Cidade de Deus. Mané Galinha, Zé Pequeno, Bené, Cenoura… eu olhei: “Que porra de Cenoura é essa? Que dava tiro no Zé Pequeno. Era eu!...”, relembra Ailton.

    As entrevistas foram feitas depois do seu período na prisão, quando já estava trabalhando na assistência social da Prefeitura do Rio. Muitos sabem que o personagem Sandro Cenoura é o Ailton Batata da Cidade de Deus, e sua versão da história está nesse livro.

  • As identidades do Brasil 3: de Carvalho a Ribeiro - História plural do Brasil
    As identidades do Brasil 3: de Carvalho a Ribeiro - História plural do Brasil

    Terceira incursão do historiador José Carlos Reis no projeto de mapeamento historiográfico brasileiro, a obra “Identidades do Brasil 3 – De Carvalho a Ribeiro: História plural do Brasil”, publicada pela Editora FGV, reivindica a necessidade de os brasileiros reavaliarem o próprio percurso histórico. O objeto desse livro é a (re)escrita da história do Brasil, a construção e a reconstrução dos discursos sobre a história brasileira durante o século XX.

    O livro visa problematizar a noção de “história geral do Brasil” e propor uma “história plural do Brasil”, não etnocêntrica, em que as diversas regiões do país contam diferentemente a história brasileira, com o seu olhar próprio para o passado e os projetos para o futuro.

    José Carlos Reis sustenta que não deve haver uma narração única e ideal da experiência brasileira, porque as regiões brasileiras viveram ou repercutiram diferentemente essa experiência. O livro trata-se de um estudo reflexivo da produção histórico-antropológica do Brasil, em que o autor diferencia um “ponto de vista geral” de um “ponto de vista plural” e defende a necessidade de os cidadãos brasileiros começarem a ver a história brasileira de forma diferente.

    Segundo ele, o ponto de vista da “história geral” tem sua matriz na “história universal” escrita pelos europeus para legitimarem suas invasões e conquista do planeta. Os franceses, ingleses e alemães escrevem a história dos outros povos de tal maneira que eles se sintam resgatados, salvos da barbárie, do caos primitivo, do paganismo, com a chegada deles, os brancos cristãos europeus.

    Nesse ângulo de observação e de historiografia, o que os indígenas da América, os negros da África e os orientais pensam da sua própria história não importa, pois, ao entrarem em contato com os europeus, suas histórias ganharam um centro e passaram a ser decididas e dirigidas por protagonistas externos.

    Em “Identidades do Brasil 3”, o autor mostra que a história do Brasil pode, e deve, ser vista e contada de vários ângulos, apresentando os pontos de vista em que cada região sente identificada, diferentemente da visão etnocêntrica, branca e elitista que é mostrada.  

  • Cultura do consumo: fundamentos e formas contemporâneas
    Cultura do consumo: fundamentos e formas contemporâneas

    À primeira vista, a expressão “cultura do consumo” está associada ao mundo das mercadorias, dos centros de compras, dos anúncios comerciais e das marcas publicitárias. A pesquisadora Isleide Arruda Fontenelle revela no livro “Cultura do consumo: fundamentos e formas contemporâneas”, publicado pela Editora FGV, que esta expressão tem um significado muito mais profundo: ela é a cultura na qual vivemos, formatando muito do que somos e da maneira como nos comportamos e nos relacionamos.

    O objetivo do livro é apresentar uma visão sobre o lugar do consumo na sociedade contemporânea e no mundo dos negócios a partir de uma perspectiva que não seja a da gestão do marketing, da publicidade, nem a do comportamento do consumidor.

    A figura histórica do consumidor nasceu do modelo do moderno indivíduo burguês e foram necessários 150 anos para que a cultura ganhasse sua forma atual e fosse considerada, já nas décadas finais do século XX, como a principal mercadoria do capitalismo.

    A obra percorre o processo de formação e transformação da cultura do consumo nos séculos XIX e XX, analisando o papel que tiveram as lojas de departamento; as relações públicas; o marketing e as pesquisas de comportamento do consumidor; o anúncio comercial; a marca publicitária e o branding; a psicologia e a psicanálise, chegando aos dias atuais e se deparando com os desafios da crise ambiental e dos impactos das novas tecnologias.

    Assim, a cultura do consumo vem se reinventando a partir desta nova realidade através de fenômenos como o consumo responsável, o consumo da experiência e a figura híbrida do produtor-consumidor – o “prossumidor”.

    Esta análise da formação histórica da cultura do consumo evidencia que não estava escrito que ela se tornaria a forma hegemônica cultural do mundo contemporâneo, e, para entender porque isso aconteceu, o livro aborda duas teorias capazes de explicar esta lógica: a teoria do capitalismo, que nos permite entender o papel fundamental do consumo na realização de valor para o capital; e a teoria das paixões, que revela o longo trade-off entre desejo e cultura. 

  • A democracia impedida: o Brasil no século XXI
    A democracia impedida: o Brasil no século XXI

    Wanderley Guilherme dos Santos analisa uma série de fatos que culminou com a queda da ex-presidente

    A democracia impedida: o Brasil no século XXI, obra do cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, traz uma análise das etapas do processo que culminou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O livro, da Editora FGV, foi escrito ao longo de 2016, ano em que se viu a polarização de opiniões entre os que acreditam na legalidade do impeachment da ex-presidente e aqueles que estão convencidos de ter havido um golpe de Estado, entre eles o autor.

    Wanderley Guilherme dos Santos ressalta que, embora as etapas do processo exigidas pela Constituição tenham sido cumpridas, o desenlace não convenceu. Cabia procurar o deslize, caso existisse. O cientista político diz ter encontrado a justificativa usada para o impeachment no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como “mensalão”. Na obra, ele expõe o percurso do impeachment, desde a “fabricação do precedente ideológico para rupturas constitucionais”, passando pelas passeatas de 2013, até a sessão de 17 de abril de 2016, da Câmara dos Deputados, que autorizou a instauração do processo de impeachment.

    Entre os pontos que fazem parte da narrativa do autor estão o exame do comportamento dos eleitores às vésperas das eleições de 2014; a reeleição da presidente, as heranças do seu governo anterior e as insatisfações políticas com medidas no novo mandato; as comparações e distinções entre os eventos de 1964 e 2016; a democracia representativa, o golpe constitucional e o golpe parlamentar; as bases aliada e de oposição; e os eventos políticos históricos e contemporâneos de outros países.

    O autor apresenta o golpe parlamentar como um fenômeno genuinamente inédito na história das democracias representativas, incluindo nesse conjunto as democracias consideradas clássicas, modernas, de massa, em processo de consolidação ou transição. Ainda de acordo com seu autor “não é um livro de propaganda, mas de interpretações críticas”, tampouco “um livro inocente, (pois) ideias competem não apenas com ideias, mas com interesses” e conclui, interrompendo sua narrativa, que “o tema de que trata está na essência do cotidiano do cidadão de hoje”.

  • Paul Ricoeur: um filósofo em seu século
    Paul Ricoeur: um filósofo em seu século

    Um dos mais influentes filósofos do século XX, o francês Paul Ricoeur teve a sua obra analisada pelo historiador François Dosse em seu livro “Paul Ricoeur: um filósofo em seu século”, publicado pela Editora FGV.

    A obra apresenta a trajetória do filósofo que sempre teve um olhar para o futuro com esperança e expectativa, alcançando todos os que estejam interessados nos problemas cruciais da história da segunda metade do século XX e que transbordam para os dias de hoje.

    O trabalho de Ricoeur passa pela articulação das matrizes filosóficas da Europa e do mundo anglo-saxão e fornece uma alternativa para pensarmos a realidade contemporânea e a necessidade de invenção de novas formas de solidariedade entre os homens.

    Sua reflexão é apoiada em três vertentes: a escuta, o engajamento e o distan­ciamento. A escuta como “atenção ao outro”, acolhimento da diferença e da alteridade; o engajamento que não se limita a uma escolha entre opostos, mas busca ser um ponto de vista como o melhor “entre o pior e o medíocre”; e o distanciamento entendido não como síntese de um saber absoluto, mas como questio­namento e tensão de pensar “o mes­mo e o outro, o singular e o universal”.

    De acordo com Ricoeur, da mesma ma­neira que o indivíduo, a sociedade não pode se privar de ter um projeto, um horizonte de expectativa e de esperança, de ser uma fonte potencial de recursos para a construção do futuro, de uma convivência mais har­moniosa e justa. As reflexões e a filosofia de Paul Ricoeur ganham força e mantêm-se cada vez mais atuais e significativas quando tratamos do comportamento humano na sociedade contemporânea.

    Contra o ceticismo, o relativismo e o fatalismo, investido da tarefa de prefigurar o futuro pensando a partir do presente, o livro, a partir dos conceitos de Ricoeur, busca redefinir a dimensão da responsabilidade humana na tarefa de um convívio mais harmonioso e justo no âmbito da vida social.

  • Desafios gerenciais em defesa
    Desafios gerenciais em defesa

    Editora FGV lança obra sobre gestão em ambientes militares

    Sem um histórico de participação em conflitos bélicos, o termo “defesa” sempre esteve ligado a interesses estritamente militares. Porém, o livro “Desafios Gerenciais em Defesa”, publicado pela Editora FGV, busca desmistificar, de forma atual e instigante, esse paradigma e apresenta os desafios no gerenciamento de instituições como as Forças Armadas.

    A obra é uma coletânea, em 15 capítulos, de pesquisas provenientes de iniciativas indutoras do desenvolvimento do campo de estudos da defesa e ações pontuais das instituições envolvidas. A organização é dos professores Paulo Roberto Motta, da FGV, Valentina Gomes Haensel Schmitt e Carlos Antonio Raposo de Vasconcellos, ambos pós-graduados pela instituição.

    Com o objetivo de propor alternativas e transformar as práticas de gestão na área da defesa, o livro aborda os aspectos contemporâneos da gestão estratégica da defesa nacional, a gestão de pessoas, a relevância da cultura e do multiculturalismo, o trabalho emocional e psicológico nas ações militares, a liderança e a logística.

    O livro é leitura obrigatória para quem quer entender a administração em ambientes militares, uma temática pouco estudada no Brasil, mesmo havendo a diversidade de pontos convergentes entre o desenvolvimento das ciências militares e sua influência nos estudos da área da administração — e vice-versa. A conjunção das temáticas é relevante para o melhor entendimento e desempenho das atividades das Forças Armadas, mais especificamente da defesa nacional.